Criatividade, contraste e cores na fotografia (e no universo NFT)

O fotógrafo Jefferson Figueiredo investe na nova fronteira com NFT e conta também como se inspira na arte da fotografia

A FHOX conversou com Jefferson Figueiredo, fotógrafo que atua com foco no autoral e que agora também explora o novo ambiente inovador do NFT. Ele falou sobre seu processo criativo, como vê as possibilidades dessa nova fronteira do NFT e sobre sua paixão e dedicação pela fotografia. Confira. 

Website: www.JeffersonFigueiredo.com

FHOX – Quando começou na fotografia e por quê? 

Jefferson Figueiredo – Desde a adolescência eu fotografo, já me deparei por várias vezes com muitas caixas de negativos e álbuns de fotografia impressos no saudoso tempo da era analógica.

Obviamente o hobbie e a paixão em fotografar se tornaram um impulso decisivo na dedicação dos últimos 5 anos de forma profissional, desde então o foco foi a produção de fotografia fine art para o mercado de decoração de forma mais exclusiva.

FHOX – Como define seu estilo na fotografia e onde busca inspiração? 

Jefferson Figueiredo – Minhas fotografias são dotadas de contrastes e cores marcantes, gosto de levar a fotografia ao limite, quase uma ilustração, buscando o equilíbrio entre ambos os mundos.

Costumo dizer que me sinto mais a vontade fotografando natureza, paisagens e animais, ao invés de fotografar gente, talvez pelo fato de trabalhar durante décadas com marketing e vendas, lidando com as intempéries humanas e o estresse do mundo corporativo tenha me influenciado nesta decisão.

FHOX – O que viu de interessante no NFT? 

Jefferson Figueiredo – Adepto incondicional de inovação tecnológica, acredito que o correto processamento digital traz vida a fotografia, completa aquilo que não conseguimos registrar apenas pelas lentes. Ao navegar pelas nuances desta modernidade me deparei com um mundo NF, totalmente novo e muito pouco explorado no Brasil. O universo da web3 e todas as suas possibilidades fazem do NFT um mundo ilimitado, o que significa ilimitadas maneiras de criar novas versões da fotografia e arte digital.

FHOX – Quais os desafios em se criar para essa área? 

Jefferson Figueiredo – Em primeiro lugar o mercado de NFT e cryptos possui uma barreira de entrada enorme e intransponível para muitos artistas, colecionadores e público leigo. Para usufruir deste novo mundo, precisamos de muito conhecimento no processamento digital, informática e desenvoltura em se “movimentar” pelos cybers mundos da internet. Digo isso, pois mesmo com relativo conhecimento de informática, tive que me dedicar muito ao assunto até conseguir divulgar meu primeiro trabalho em NFT nos marketplaces.

O grande público deste universo são da geração Millennials e Centennials, portanto tudo precisa acompanhar os gostos e costumes destes novos consumidores, no mercado de arte isso não poderia ser diferente.

Para democratizar este mercado, será necessário a criação de interfaces mais amigáveis aos leigos, somente assim o ambiente ficará completo e atendendo todas as tribos, gerações e costumes. 

FHOX – O que espera para 2022 em termos de trabalhos e projetos? 

Jefferson Figueiredo – A minha entrada no mercado de NFT foi o resultado de um projeto iniciado durante o auge do confinamento da pandemia e que vai se desdobrar por todo ano com vários lançamentos. Não tive problemas durante os últimos 2 anos, pois já estava adaptado para trabalhos remotos com venda direta ao mercado de decoração.

De modo geral o mercado está voltando aos poucos a sua rotina, com a retomada dos eventos, feiras, casamentos e aniversários, porém o estrago com a pandemia de Covid-19 foi grande e muitos levarão algum tempo para voltar a estágios pré-confinamento.

FHOX – Como vê a cena da fotografia autoral hoje no Brasil? 

Jefferson Figueiredo – Grandes dúvidas sempre vem à tona em momentos de mudanças, basta lembrar da fotografia analógica sendo atropelada pela digital, onde muitos diziam ser moda e que iria passar.

Sinceramente acredito que a fotografia autoral sempre terá seu espaço, afinal a sociedade está repleta de culturas diversas, conflitos e demandas que sempre suscitarão a busca pelo registro único do  fotógrafo.