Wall: entrevista com Marcelo Pallotta

Fotógrafo e Designer Gráfico especialista em cinema deu entrevista para a FHOX sobre a visão dele quanto ao mercado de fotografia na parede. Pallotta é uma das atrações do Wall – Semana da Fotografia na Parede

Designer gráfico especialista em cinema, Pallotta é autor de cartazes de diversos filmes nacionais celebrados como Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles, Carandiru (2005), de Hector Babenco; O invasor (2002), de Beto Brant; Diários de motocicleta (2004), de Walter Salles; O ano em que meus pais saíram de férias (2006), de Cao Hamburger. E muitas outras obras importantes para a divulgação de filmes nacionais. Em 2006, fundou a Moovie, uma empresa especializada em gestão de comunicação de cinema, onde desenhou os cartazes de vários filmes, entre eles, Cabeça a prêmio (2010), de Marco Ricca, A suprema felicidade (2010), de Arnaldo Jabor, As melhores coisas do mundo (2010), de Laís Bodanzky, entre outros. Além disso, tem dois livros editados com seu trabalho em fotografia Polaroid. Pallotta respondeu algumas perguntas para a FHOX sobre sua visão desse mercado da fotografia na parede.

FHOX – conte um pouco sobre você e sua carreira nesse mercado

Marcelo Pallotta – Venho do mundo das artes gráficas, propaganda, depois fotografia, cinema e por fim, o mundo das galerias de arte. Parece uma trajetória diversa, mas tudo converge para o mesmo ponto: O OLHAR.

FHOX – Como você vê a fotografia no leque de opções para decorar um ambiente?

Marcelo Pallotta – A fotografia pode sempre complementar uma coleção. Nunca penso em decoração…meu foco sempre é o colecionador.

FHOX – Como é a utilização de fotografia nas arquitetura em geral. E pra você?

Marcelo Pallotta – Existe uma máxima em Real Estate que diz que o valor de uma casa tem que se equivaler com o valor das obras de arte dentro dela.

Marcelo Pallotta, o designer dos cartazes de filmes como Cidade de Deus,  Carandiru e Que Horas Ela Volta

FHOX – Quais dificuldades e/ou facilidades de usar fotografia?

Marcelo Pallotta – Existem clientes que moram no RJ, por exemplo, que não querem fotografias nas suas coleções por conta da dificuldade de conservação no clima tropical, quente e úmido. E existem os colecionadores focados em fotografia, que compram volumes grandes. Existia mercado para todos (pré-pandemia).

FHOX – Quando ou como você acredita que a fotografia ascendeu em relação a outras formas de expressão?

Marcelo Pallotta – O Trabalho do mercado, galerias, museus, advisers, vem colocando a fotografia como um MIX nestas coleções. Isso influencia o olhar coletivo e credencia a fotografia como um produto a mais a ser incorporado.

FHOX – a fotografia para decorar já era tendência nos últimos anos. Isso se acentuou na pandemia? por quê?

Marcelo Pallotta –  Não conheço o mercado de decoração, raramente vendi para decoradores e quando o fiz, foi para a coleção pessoal deles…mas posso dizer que a aceitação de fotografia em coleções vem aumentando.

ilhas — Marcelo Pallotta

Marcelo Pallotta

FHOX – como é seu trabalho n