Wall: entrevista com Eduardo Oliveira da Tergo Print

Eduardo Oliveira conversou com a FHOX sobre esse fascinante mercado e sua participação no evento que vai ocorrer entre os dias 17 e 21 de maio. Oliveira começou no mercado de arquitetura em 1982, com foco em projetos e execução de obras, tem a trajetória profissional reorientada pela inovação tecnológica fundando a empresa Tergoprint em 1996. Tendo o propósito de inovar as possibilidades de personalização dos espaços arquitetônicos, através da impressão digital, viabilizou a interface entre a indústria tradicional de revestimentos e os novos suportes desta técnica, propondo soluções diferenciadas que estabeleceram um novo dialogo entre as imagens e suas aplicações para as atividades projetuais do mercado. Wall – Semana da Fotografia na Parede (fhox.com.br)

FHOX – Conte um pouco sobre você e sua carreira nesse mercado.

Eduardo Oliveira – Com formação em arquitetura no ano de 1982, atuei na área de projetos e obras civis até o ano de 1996, quando direcionei minhas atividades para o então florescente universo de alta tecnologia, atuando na criação de projetos e produção de soluções personalizadas através das impressões digitais, orientadas para os setores de arquitetura, artes plásticas e fotografia.

FHOX – Como você vê a fotografia no leque de opções para decorar um ambiente?

Eduardo Oliveira – A fotografia tem em sua ampla dimensão de linguagem várias áreas de atuação, seja como registro, retrato, fotojornalismo, produtos, social, fineart, obras de arte e outros.

Os ambientes de arquitetura por seu lado, tem também propostas e objetivos distintos, seja como edifício, como forma de utilização, atividades específicas, tipologias construtivas, e geolocalização entre outros.

A convergência destas atividades tem a meu ver pontos de tangência, complementaridade e integração, onde o saber e a visão holística dos processos são determinantes como proposições exitosas, consistentes e adequadas a cada caso.

Para tanto entendo ser a fotografia uma alternativa altamente relevante, pois diferentemente de outros componentes construtivos cuja materialidade é seu principal atributo, a fotografia traz em si uma série de significados que certamente a coloca em outro ponto de referência como percepção.

FHOX – Como é a utilização de fotografia na arquitetura em geral. E para você?

Eduardo Oliveira – Atualmente, entendo que são usadas de maneira mais complementar, estando ainda muito desvinculada do pensar arquitetônico como um elemento de composição do ambiente.

quadros canvas, metacrilatos, papéis emoldurados, são produtos fotográficos mais amplamente utilizados pela arquitetura no seu cotidiano, ficando outras alternativas como murais, painéis de composição e peças volumétricas em um plano secundário de aplicações.

Tanto as atividades como os profissionais das duas áreas têm um relacionamento distante de saberes e conceitos, não potencializando esta conjunção de maneira mais coesa e única.

Daí entendo ser necessária esta abordagem, a imagem poderia nascer no projeto, não apenas posteriormente como um complemento.

sendo a arquitetura uma atividade multidisciplinar que trabalha em paralelo projetos de paisagismo, estruturas, instalações, revestimentos, e outros, a incorporação da abordagem fotográfica e artística e seus atributos de valor, não presentes nos revestimentos, nesta etapa, qualificaram significativamente os ambientes projetados, reposicionando se como protagonistas dos espaços.

FHOX – Quais dificuldades e/ou facilidades de usar fotografia?

Eduardo Oliveira – como dificuldade entender as questões acima citadas e também as questões técnicas, onde muitas vezes a materialização de um projeto pode não corresponder às expectativas pretendidas, não havendo espaços para mudanças e ou adequações de soluções alternativas.

como facilidade, a amplitude da linguagem fotográfica tem como suprir de modo eficiente as demandas esperadas.

FHOX – Quan