O que 2015 nos diz sobre o futuro da fotografia?

four person playing virtual reality goggles

Eu poderia começar esse texto com a seguinte chamada apelativa: como será a fotografia, inovação, tecnologia e negócios em 2025? Seria mais fácil e certamente geraria muito mais curtidas, compartilhamentos e leitura. Contudo, não é do meu feitio fazer exercícios de futurologia. Especialmente quando vivemos um momento de tanta incerteza. O que quero agora é olhar para o passado. Mais exatamente 2015 para te mostrar o ritmo das coisas. 

Primeiro vamos abordar os smartphones. De 2015 para cá deram um salto em tamanho e velocidade. Lembrando que em 2015 o 4G representava só 14% das conexões logo de partida. Repare que as transmissões de vídeo avançaram junto com a popularização da velocidade de conexão. 5G vindo aí a pergunta que fica: imagina em 2025?

person holding silver iphone 6

O iPhone 7 Plus era 57% maior do que o primeiro modelo lançado em 2007. 

Em 2015 nas redes sociais:

  1. O Instagram não tinha IGTV, Reel, Stories e nem lives. O IGTV foi lançado em novembro de 2018. Lives no Instagram só em 2016 junto com Stories. 

  2. Em 2015 não existia TikTok e o Snapchat bombava. 

  3. Os filtros LENS com realidade aumentada do Snapchat são lançados em 2015

Em 2015 o Periscope/Twitter era bem forte e o Facebook criou as lives para combater o avanço do App. 

Em 2015 a fotografia de família avançava no Brasil já com os primeiros movimentos do documental. Um ensaio do que seria um mercado bem maior nos próximos anos. A fotografia de família ganhava força colando em newborn. Os fotógrafos retomam o interesse pela fotografia de retratos que também ganhava popularidade entre uma fatia dos fotógrafos. O newborn consolidado como mercado. A fotografia de casamento tinha sinais de desgaste e saturação. A crise econômica já indicava sinais disso claramente. Importante destacar que a mistura de estilos do fotógrafo de casamento fazendo família e de newborn olhando para parto e gestante só confirmava o apelo do fotógrafo da família. 

man taking picture to four people standing beside wall

Para pontos de venda com impressão o smartphone se tornando o principal canal de envio e conexão. O papel gráfico já tinha avançando em vários mercados que antes eram dominados pelo papel fotográfico. 

Na parte das câmeras o salto das mirrorless ganhou força de 20014/2015 para cá. E o vídeo já dominava com ganhos consideráveis que só reforçaram a necessidade da mídia para os profissionais. Modelos como a X-T1 da Fujifilm e a Sony Alpha  a7S II ganharam força naquele ano. 

Saltando 5 anos temos câmeras que agora filmam em 4K e smartphone que filma em 8K. As mirrorless avançaram até com as marcas reconhecidas pelas DSLRs e os smartphones agora tem 120X de zoom. A fotografia, graças aos sistemas de videoconferência e a velocidade de internet, permite sessões remotas. O vídeo não para de engolir tudo em todas as frentes e os fotógrafos parecem começar a entender e aproveitar melhor essa força multimídia. O marketing ficou mais humano e instantâneo e cada pessoa pode mostrar seu trabalho e bastidores e opiniões de uma forma como nunca imaginou antes. O dólar em 2015 já tinha subido, mas olhe agora. O QR Code que existia em 2015 mas era pouco usado agora faz parte da rotina de muitos negócios e da comunicação. Junte a isso a realidade aumentada.