O poder do grátis

Foto: Business Insider



“É melhor dar de graça do que começar cobrando errado!”. Em tantos anos de mercado não ouvi uma ou duas vezes essa afirmação e concordo com ela. O grátis é forte sob diversos aspectos e os exemplos do nosso e de outros mercados comprovam isso.

Você chega na padaria e o atendente te mima com um docinho ou um pão de queijo. Ele quer dizer: veja como é bom e você não vai se arrepender.


– No Starbucks perdi a conta de vezes que vi o time de baristas servindo amostras de novos produtos. O colaborador leva em uma bandeja os pedacinhos de um novo doce ou algo do gênero. Ele quer dizer: veja essa novidade que fizemos. Prove e veja se não vale a pena.

– No supermercado o grátis domina em ações de marcas de um pouco de tudo. Eles querem mostrar: prove, conheça e não se arrependa.

– Na ótica você “ganha” a caixa dos óculos ou o paninho é um spray de limpeza. Aqui a ideia é o inverso. Compre e ganhe um presentinho.

– Nas concessionárias você “ganha” tapetes e opcionais. O convencimento na compra de um produto tão importante quanto um carro envolve presentes mais caros. Até o IPVA entra no jogo.

Na fotografia desde os primeiros estúdios europeus a ideia de receber algo sempre esteve presente. Você ganhava no mínimo uma experiência. A fotografia era algo tão novo que no século XIX a sessão fotográfica que tomava tempo e era trabalhosa era um chamariz. A clientela pagava pela foto em uma peça especial e o retratado ganhava justamente toda aquela vivência única.

Hoje o grátis são fotos extras no pacote vendido. São lâminas a mais no álbum. São mais horas na festa ou uma gravação exclusiva com drone que não estava inclusa. É o álbum menor a mais para dar para os pais dos noivos.