O poder da indicação: o melhor marketing que existe – parte I

yellow Lego mask

David Lusvardi


Só existe uma coisa pior do que falarem da gente. É não falarem.Oscar Wilde

A frase acima é famosa. E na prática nesses tempos de redes sociais parece fazer ainda mais sentido. É o famoso “falem mal mas falem de mim”. Nem todo mundo concorda com isso, o que não dá para negar é que quando se trata de um cliente indicando a outro aí a história ganha outro patamar. A recomendação pessoal de um amigo para outro ou de um família para família é das coisas mais poderosas que existe no marketing (lembrando que marketing é atrair e manter clientes). 

Aqui cabe o primeiro desafio: para quem está começando como gerar indicação?

Não existe uma resposta fácil. É por isso que Cartier Bresson dizia que para atuar na fotografia tem que ter paciência. Algo que ele dizia para criar fotos incríveis, mas que faz muito sentido para a parte negocial. As primeiras medidas para quem começa é conseguir atrair clientes. Os primeiros que poderão indicar outros ou retornar a consumir. Nesse caso o poder de boca a boca. No livro de Word Of Mouth Marketing de Andy Sernovitz, o marketing boca a boca significa: “dar às pessoas boas razões para falar do que você faz. E fazer com que seja fácil para que essa conversa ocorra”. Logo, para quem começa (ou quem recomeça) não se trata de fazer uma pessoa “te vender” e sim fazer com que “elas falem de você”. Uma diferença bem grande. Gerar essas conversas significa criar algo que mereça a atenção. Um fotógrafo cria uma sessão de fotos com experiência e divulga nas redes sociais. Ele vai converter uma parte da renda para uma causa. Ou talvez a sessão seja com cães para adoção. Certamente são coisas que geram conversa. 

woman in black dress standing on brown brick floor

Banksy é um artista subversivo e misterioso que ninguém sabe quem é exatamente. Só aí já gera alguma “conversa”. Pois ele alguns anos atrás fez uma obra se autodestruir em uma ação de marketing boca a boca impressionante. Gerou tanta indicação que a obra acabou valendo mais mesmo estando picotada. 


Claro. A indicação tradicional não é só sobre fazer as pessoas falarem de você. É aquela família ou pessoa feliz com seu trabalho e que recomenda você para outro indivíduo próximo (amigo ou da família). Por que ele te indicou? um serviço bem feito. Aquela experiência marcante. Não foi só a foto incrível, mas uma soma de fatores de satisfação de um desejo atendido. Nem preciso dizer que qualquer falha no processo pode retirar a força de um possível cliente que indica. Exemplo: o prazo do álbum. O atraso para chegar a sessão. o tratamento pessoal. E por aí vai…ninguém indica alguém se uma etapa não for boa. Na verdade, é o contrário: ele vai sugerir você se tudo for bem acima da média. 

Então, resumindo: o boca a boca verdadeiro é resultado de um trabalho de alto nível em todos os aspectos. Mas antes disso pode ocorrer a indicação se você “estimular a conversa” como na definição do autor do livro. 

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