Minha fotografia de família – uma poesia e um legado de memória e afeto

Por Carolina Machado

Sou Carolina Machado, jornalista e fotógrafa de Família, nascida e criada em BH- MG.

Desde muito cedo, sempre me entendi como uma pessoa ligada a pessoas, ou seja, CONEXÃO HUMANA sempre permeou a minha vida e a minha estória.

Fui uma criança muito fotografada, mesmo sem ter fotógrafos na família… meu pai sempre me fotografou e dessas imagens se fizeram muitos “albinhos impressos” que guardo como tesouro até hoje. Acreditem! Meus registros possuem um valor inestimável ! E revisitar tantos momentos únicos da minha infância e do meu cotidiano, é sempre emocionante.. tenho em casa um baú de memórias fotográficas guardadas a 7 chaves!

O tempo passou, eu fui também muito cedo apresentada as maravilhas da Sétima Arte.. tive acesso a muitos e diversos filmes durante muitos e muitos anos também.

Sou cinéfila convicta! E certamente vem do cinema minha grande fonte de inspiração e estudo na fotografia.

A fotografia sempre fez parte da minha vida, sempre tive uma câmera simples e brincava de fotografar as festas da minha família. Gostava de fotografar gente, criança, bagunça!

Passei por vários universos da fotografia, até chegar no lugar que considero ter sido a minha melhor escolha. A escolha da minha alma, e do meu coração. A missão do meu ofício.

A Fotografia de Família. E a família em seu sentido mais bonito, diverso e amplo.

E com o tempo me vi com o desejo de desenvolver cada vez mais e melhor um jeito de contar estórias através da minha fotografia, e poder gerar um legado de afeto e de memória para as famílias que me honrariam em poder registrar um tempo importante e significativo para elas.

Me encanta saber que esse legado de memória tem muito valor afetivo para eles, assim como para mim.

A chegada do Projeto – CARTAS AO TEMPO 

Com o passar do tempo, já como fotógrafa de Família  e priorizando um discurso narrativo de estórias, memórias, legados, etc.. ficou claro que precisava encontrar uma forma de entregar meu trabalho que fosse afim a esse discurso. 

Fazer um trabalho de Ensaio de família entregando meus arquivos somente no digital não me parecia a melhor ideia.

Chamei minha irmã, Júlia Braga, que é uma grande parceira e juntas criamos o protótipo do que seria um produto/projeto ideal para a entrega das fotos. 

O “Cartas ao Tempo” é o resultado do nosso trabalho. E a entrega de uma EXPERIÊNCIA.

Era essa a ideia.

Definimos que o álbum ( substituto do tradicional impresso em lâmina) , seria um livro de capa dura. Antigos. Desses que lembram enciclopédias e que garimpamos em sebos.

A base do álbum seriam então os livros, pois falamos de estórias, a partir daí, muitas possibilidades.

Entendemos também, que outros elementos de cunho afetivo poderiam vir a fazer parte .

Era hora de conhecer melhor as estórias das famílias, os gostos, as memórias, as referências, para que , se possível, e quando necessário, outros elementos de memórias afetivas representativos a eles, que não somente nosso trabalho fotográfico, também pudessem compor o produto final.