Metalentes: o que são e porque podem revolucionar o mundo fotográfico?

Nanotecnologia fabrica as “lentes do futuro”

Que a tecnologia está cada vez mais presente e mais avançada, não há dúvidas – e a nanotecnologia é um belo exemplo dessa realidade. Com o intuito de estudar a manipulação da matéria em escalas atômicas e moleculares para propor estruturas ainda melhores, a nanotecnologia é usada principalmente para reduzir impactos no meio ambiente, para auxiliar no tratamento de doenças, e ainda pode ser usada dentro da ciência da computação e eletrônicos no geral.

Uma das últimas novidades do mundo da tecnologia são as metalentes para câmeras fotográficas. Mas como isso pode revolucionar o mundo da fotografia? Confira abaixo!

O que são metalentes?

Também chamadas de “lentes do futuro”, as metalentes são capazes de reduzir, ainda mais, a grossura das lentes utilizadas atualmente em câmeras, telescópios e, inclusive, os óculos comumentemente usados por quem sofre com problemas oftalmológicos.

Atualmente, as lentes usadas são feitas com vidros curvos e, por serem vários, isso acaba dando um peso a mais para os equipamentos e para os óculos; com a possibilidade de aplicar lentes feitas com metamateriais (produzidas sob estudos da nanotecnologia), as lentes terão uma maior capacidade de visualizar espectros de luz, ser ainda menor e mais eficaz.

A nova lente fabricada possui o tamanho de 10 centímetros quadrados, e foi feita com base em mais de mil peças individuais da mesma fibra de vidro usada em placas de circuito impressora – ainda, as lentes são revestidas com cobre. Com essa estrutura, as metalentes também são capazes de direcionar as ondas eletromagnéticas.

Revolução tecnológica e as metalentes

Os ganhos para o mundo da fotografia são imensos, pois as metalentes serão capazes de imprimir fotos muito mais vívidas e condizentes com a realidade. Assim como a lente comum, a metalente será capaz de cobrir as cores no formato RGB (Red, Green, Blue – vermelho, verde e azul), porém com um adendo: elas serão capazes de enxergar além, atravessando estruturas em nanoescala.

Isso significa, na prática, que as metalentes são capazes de visualizar objetos que antes não seriam visíveis à luz comum, por conta do próprio tamanho da onda de luz. As cores também se tornam muito mais vivas: o azul do céu será capturado de maneira mais fidedigna, e até tons de bordô, como do vinho tannat, poderão ser apreciados.

A expectativa é que as lentes sejam cada vez mais utilizadas e produzidas em grande escala com um custo menor, o que deve acontecer em breve.

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