As mães invisíveis de Megan Jacobs e a realidade da maternidade

A mulher, quando dá à luz a um bebê se transforma. Desde os primeiros meses de gestação, mudanças passam a acontecer em sua vida. Quando a criança vem ao mundo mais responsabilidades e novas visões (internas e externas) surgem. 

No entanto, a maternidade, em toda sua grandeza, também pode ser muito romantizada por quem não a vive e só a enxerga por fora. Ninguém conta que, em meio a muito amor, cuidado e atenção, também surge a invisibilidade feminina, surgem as mães invisíveis. 

mães invisíveis

Inspirada em uma antiga (e um tanto bizarra) técnica de ensaio, a fotógrafa americana Megan Jacobs decidiu criar a série Hidden Mothers (Mães escondidas), para falar sobre maternidade, identidade feminina e a falta de visibilidade da mulher depois que ela se torna mãe.

Na técnica, que foi muito usada até 1920, era vitoriana, as mães dos bebês fotografados eram, de certa forma, “apagadas” da imagem – quase sempre por um véu ou um tecido que as camuflavam, deixando na cena só a criança. O motivo: sem a mãe, era impossível manter um bebê parado, posando para a fotografia.

mães invisíveis

Exemplos dos ensaios da era vitoriana, onde as mães escondidas seguravam os bebês para que a foto fosse tirada


Nisso, Megan viu uma metáfora para mostrar  como a mulher, e em especial as mães, são socialmente tratadas – e, muitas vezes, invisibilizadas. 

As imagens abrem espaço para diversas discussões, desde o tabu a respeito da amamentação em público até na maneira em como a identidade pessoal da mulher parece se dissolver na hora em que ela passa a ser mãe e responsável por uma nova vida.

Confira algumas imagens das mães invisíveis, de Megan Jacobs:

mães invisíveis

As mães invisíveis de Megan Jacobs


mães invisíveis

As mães invisíveis de Megan Jacobs


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