A reinvenção do mercado de formaturas no Brasil

Texto por Jucelene Oliveira e Leo Saldanha | Fotos: Arquivo Pixel House

A impressão fotográfica está no DNA da Pixel House desde sua fundação em 2004. Com 15 anos de sólida caminhada e tendo passado por diversas fases e períodos, Rodrigo Kfuri, 47, fundador da empresa, acredita que o mercado em transformação é sempre uma oportunidade de crescimento e inovação.

Formado em administração de empresas pela PUC-RJ e pós-graduado pela IBMEC, Kfuri traz vasta experiência em publicidade e vendas. “Lá em 2004 nós tínhamos um mercado em transformação. As câmeras de filmes estavam sendo substituídas pelas digitais e todos diziam ‘o que vai acontecer com esse mercado de fotografia? Para onde vai esse mercado?’. Olhei para isso e comecei a me interessar cada vez mais pelo mercado de fotografia. Foi assim que começou a história da Pixel House”, relembra.

Hoje, a empresa dispõe de uma plataforma moderna e tecnológica oferecida às empresas de formatura e até mesmo ao próprio formando, na qual é possível minimizar processos, controlar e maximizar resultados, escolher modelos de álbuns, forma de pagamento seguro, promover integração e interatividade do usuário através do celular. Uma verdadeira (e inédita) experiência de vanguarda para o mercado de formaturas no Brasil, com o que há de mais tecnológico.

Pixel House

O empresário conversou com FHOX sobre os desafios do mercado e iniciativas e oportunidades que estão surgindo. Confira:

FHOX – Embora a marca Pixel House seja reconhecida no mercado, nem todos sabem sua história. Como surgiu e como chegou a tantas frentes de negócio?

Rodrigo Kfuri – A empresa tem 15 anos, começamos lá em 2004. Havia um mercado em transformação e nós acreditamos que todo mercado em transformação é uma oportunidade. Isso acontece com vários segmentos e muita gente desanima. Nós acreditamos que é aí que está a oportunidade, dependendo do mindset de cada um. 

Em 2004 havia um mercado em transformação. As câmeras de filmes estavam sendo substituídas pelas digitais e todos diziam ‘o que vai acontecer com esse mercado de fotografia? Para onde vai esse mercado?’. Nós vimos algumas iniciativas, alguns benchmarking lá fora já fazendo essa transição do convencional para o digital. Na época você investia 300 mil dólares e pensava ‘como é que esse investimento vai retornar só com um ponto de venda? Será que é legal esse conceito de coleta?’. Olhei para isso e comecei a me interessar cada vez mais pelo mercado de fotografia. Devo ressaltar que nós tínhamos zero de investimento e recursos. 

Fizemos um investimento inicial do que seria o boneco, o site, coleta de quiosque, de rolos de filmes. A ideia do nosso projeto se chamava minhahistória.com, que seria para ir armazenando toda a vida das pessoas. Eles coletariam os rolos de filmes convencionais, digitalizariam e armazenariam. E depois nós entregaríamos na casa do cliente. Na época a banda larga ainda não estava tão difundida. Usávamos a Internet discada, de provedores; já existia o modelo de e-commerce, mas tudo era muito difícil ainda. 

FHOX – Houve resultado desse trabalho?

Rodrigo Kfuri – Investimos nisso durante três anos; fizemos pesquisa qualitativa e constatamos que nada andou. Até que um dia, com a vinda das Telecoms, estavam investindo muito em marketing e a gente teve uma sinergia muito grande com os câmeras phone; não existiam câmeras phone na época nem de 1 mega; o que existia era uma fortuna; e para ter uma câmera cyber shot de 1 mega era caríssimo.

Mas a gente conseguiu apresentar o projeto para a Oi; ficamos praticamente um ano negociando com eles, até que finalmente resolveram investir nesse nosso projeto. Porém antes de assinar o contrato, em uma das reuniões, eles disseram que não conseguiriam manter o nossahistória.com, que seria comunicado de outra forma. Foi então que percebemos que queriam comunicar a marca Oi. Daí nasceu o Oi fotos, com investimento inicial da operadora Oi de telefonia celular. 

Começamos com uma loja no centro, com alguns pontos e parceria com alguns postos de conveniência da Esso, da Shell, com alguns jornaleiros, na entrada de algumas empresas e uma equipe própria de motoboys coletando e entregando a revelação em até 24 horas no Rio de Janeiro. Foi muito legal, trouxe uma visibilidade grande para o projeto.

A Oi começou a comunicar em vários meios, a fazer propaganda na Veja, no Luciano Huck. A gente bolou na época a ideia dos cartões de revelação de fotos pré-pagos, pegando carona nos distribuidores de cartões pré-pagos de celular. E a gente veio nessa parceria até o ano de 2010, quando mudaram as prioridades da Oi, e nós sentimos que já tínhamos um tamanho considerável e brilhava os nossos olhos a ideia de investir numa marca própria. Foi nesse momento que mudamos. Nasceu o Nicephotos que logo começou a ganhar fôlego e hoje acredito que seja o maior site de varejo do Brasil.

FHOX – O seu negócio veio antes da existência do smartphone. Pode-se dizer que você foi um grande pioneiro deste mercado. Você acha que tem explorado o mercado em sua potencialidade via impressão de smartphones ou ainda há muito a se fazer?

Rodrigo Kfuri – Hoje, grande parte das fotos que recebemos para revelar ou transformar em fotolivro são oriundas de smartphones. Os acessos ao site também são por celular. Obviamente o celular é uma oportunidade, mas também é uma ameaça. Hoje é difícil uma pessoa montar um fotolivro no celular, mas eu acredito que com esse desenvolvimento de interfaces, a gente vai lançar muitas novidades que possibilitem que essa experiência do usuário no celular também fique melhor.