A culpa não é do preço!

Item “preço” é campeão de dúvidas no mercado. Isso segundo pesquisas e contatos FHOX. Somos sempre abordados sobre os desafios de formar, justificar e melhorar o preço a ser cobrado na fotografia. E não só entre fotógrafos, mas algo também frequente entre outros negócios da fotografia.

A culpa sempre recai no preço, quando na verdade é reflexo de posicionamento incorreto e trabalho inconsistente no composto geral do marketing. Nas turmas da Escola de Negócios um dos pontos mais abordados é o dilema de preço. Fotógrafos (mesmos os experientes) que enfrentam desafios na hora de cobrar ou de justificar os valores cobrados. As duas perguntas mais frequentes: como cobrar mais? Ou como justificar o que é cobrado?

Um bom livro para mergulhar no assunto


em um episódio do podcast da FHOX sobre os 2 P’s que prejudicam os negócios da fotografia abordamos a confusão frequente de fotógrafos e até de outros segmentos do ramo que costumam enfocar mais no P da promoção (vamos bombar no Instagram!). Primeiro é bom relembrar: o composto clássico do marketing é formado pelos 4 P´s. Produto, ponto, promoção e preço. Com o passar dos anos, esses itens não comportaram mais tudo o que a dinâmica do marketing envolve. O que pediu uma evolução (mas sobre isso no decorrer desse post).

Mas o composto do marketing segue como guia (um norte) para definir a base do negócio. Não só de fotografia, mas de qualquer outro que busque atuar com marketing preciso. Some a isso outro detalhe importante: o STP (Segmentação, Targeting ou mercado-alvo e Posicionamento). Com ele definimos o mapa para alinhar os ajustes da marca. Só depois de trabalhar tudo isso podemos formar um preço (e melhorar isso na base do possível). Ou entender que você terá que cobrar de forma ajustada com sua estratégia.

STP é a linha mestra que orienta os 4 Ps do marketing.


Primeiro é importante definir o STP com base na sua atuação.

Segmentação: em qual mercado vou atuar? O segmento é newborn? Como me preparar de forma completa para isso? A segmentação é fundamental para determinar o grupo de consumidores que contam padrões de consumo similares. Exemplo: gestantes em centros urbanos. Ou se for para ser mais específico. Gestantes paulistanas que moram nos bairros da zona oeste de São Paulo. Faz sentido determinar a região geográfica quando algumas mães de diferentes cidades poderiam contratar um profissional até de outra cidade e cobrir as despesas para trazê-lo em casa? Ou fazer com que a cliente venha até seu estúdio ou home-studio? Ou seja, esse caminho da segmentação serve para orientar como trabalhar o marketing nas mais variadas frentes levando em consideração o perfil do público.

Targeting – Se antes Kotler com seu método STP dizia que a limitação por segmentação levando critérios como idade, renda, etc. pode não ser tão completo. Até porque será que leva em consideração novas demandas como ideologia, filosofias de vida. Ficou mais desafiador definir isso. Deixando os obstáculos de lado nessa descoberta. Aqui você pode dizer: mas isso eu já faço. Faz sim. Intuitivamente. E isso é ótimo. Não seria ainda melhor fazer isso de forma mais organizada e com um plano claro?