Variedades 5 meses atrás | Laís Fernandes

Passado e presente: a direção de fotografia em “13 Reasons Why”

Saiba como os diretores fotográficos diferenciaram o presente e o passado retratados na série

por Revista FHOX

“Oi, Meu Nome é Hannah. Hannah Baker. Acomode-se porque vou contar a história da minha vida. Mais especificamente, porque minha vida terminou.”

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Assim começa a série “13 Reasons Why”, o mais recente sucesso da Netflix, que conta a história de Clay, um adolescente que recebe fitas cassetes gravadas por Hannah, uma colega de classe que tirou a própria vida.

Conforme Clay vai escutando as fitas, onde Hannah narra os motivos que fizeram com que ela tirasse a própria vida, os diretores de fotografia, Ivan Strasburg e Andrij Parekh, vão nos mostrando cenas atuais na série e cenas que se passaram quando Hannah estava viva.

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Ivan e Andrij nos entregam fotografias diferentes para o passado e para o presente do seriado. O passado é recheado de cores vivas e quentes, quase que com um tom mais amarelado. O presente é frio, meio azulado e mostra o peso e a diferença que a ausência da jovem causou tanto na vida particular daquelas pessoas, como no todo. A mudança para os tons mais frios acompanha a mudança física das personagens, que aparecem mais abatidas, assustadas e culpadas.

Leo TrombettaDaniel GabbeMatthew Ramsey são os responsáveis por realizar essas transições entre o passado e o presente, utilizando panorâmicas e elementos de cena para realizar essas passagens.

Repercussão de “13 Reasons Why”

Por tratar de temas delicados, como suicídio, bullying, machismo, estupro e assédio, “13 Reasons Why” despertou o interesse do público, gerou discussões e incentivou as pessoas a falarem sobre esses problemas. No Twitter, a #NãoSejaUmPorque ficou um bom tempo nos TrendTopcs, incentivando a conscientização sobre esses temas e, consequentemente, a prevenção.

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A série também fez com que os contatos por e-mail recebidos pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), associação que fornece apoio emocional e prevenção ao suicídio, dobrassem. Em vários casos o seriado foi citado como motivo para que a pessoa estivesse procurando ajuda.

Por outro lado, surgiram críticas sobre como a produção decidiu retratar o tema. O Efeito Werther, por exemplo, serve para identificar o quanto a constatação do suicídio é inspiradora para pessoas que sofrem de algum nível de fragilidade emocional ou psíquica, o que significa que casos de suicídio podem influenciar outras pessoas a seguir o mesmo caminho.

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A  Organização Mundial de Saúde lançou, em 2000, uma lista de recomendações para meios de mídia falarem e retratarem casos de suicídio.
1) evitar romantizar o ato do suicídio;
2) evitar retratar o suicídio como uma resposta aceitável às dificuldades;
3) evitar incluir o método, local ou detalhes da pessoa que faleceu, como modo de respeitar a família e a pessoa, e também de retratar o assunto de uma maneira que seja direta e objetiva, que foque mais em ações de prevenção e conscientização.

E você, assistiu “13 Reasons Why”? Conte-nos o que achou dos episódios!

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