Fotojornalismo 10 meses atrás | Laís Fernandes

Josef Koudelka, um dos grandes nomes do fotojornalismo mundial

Josef Koudelka documentou desde ciganos até protestos que agitaram Praga em 1968. Ficou conhecido por suas imagens marcantes

por Revista FHOX

josef_koudelka__portraitCom imagens consideradas verdadeiras obras-primas, o tcheco Josef Koudelka até hoje é um dos grandes nomes do fotojornalismo mundial. Nascido em 1938, ele realizou suas primeiras fotografias ainda como estudante, nos anos 50. O destaque veio quando ele registou os sete dias de protestos que agitaram Praga em 1968, quando a cidade foi ocupada pelas forças militares da União Soviética, tendo seu talento reconhecido pela agência Magnum Photos, de Robert Capa e Cartier-Bresson.

Nas fotografias realizadas na fatídica semana de 68, Koudelka correu grandes riscos para conseguir capturar cenas incrivelmente comoventes da resistência tcheca ao exército soviético. O fotógrafo utilizou uma câmera primitiva e rolos de filme de cinema cortados em tiras em registros que foram contrabandeados para fora do país e publicados em um grande jornal sob a assinatura P.P. (Prague Photographer), pois Koudelka temia represálias. Esse trabalho se tornou um divisor de águas para Koudelka, que conseguiu asilo político em Londres e, embora ainda sob a proteção do anonimato, teve suas fotos reconhecidas internacionalmente com o prêmio Robert Capa Gold Medal Award.

Nos anos seguintes, já associado à Magnum, Koudelka deu continuidade a um projeto começado em 1962. Com a chegada de cada verão, ele partia em viagens pela Europa documentando grupos de ciganos. O resultado dessa cruzada, muitos retratos em preto e branco revelando personagens um tanto irreais, transformou-se no seu primeiro livro: “Gypsies”, publicado em 1975. Em 1988, publicou seu segundo livro, “Exiles”. O conjunto dessas fotos é um testemunho do estado de espírito do homem que vive no exílio, elas parecem falar sobre a natureza da alienação.

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