Blog do Léo
Por Leo Saldanha
É Editor Chefe da Revista FHOX leo@fhox.com.br

Impossible I-1: passado, presente e futuro?

O lançamento da I-1 da Polaroid é a prova da convivência de tecnologias e de evolução da fotografia. Ou seria de um resgate da fotografia?

por Revista FHOX Publicado há 1 ano atrás | por Leo Saldanha

img-i-one-header-prelaunch

A I-1 foi apresentada no começo de ano e causou alarde. Primeiro por trazer a grande novidade da foto na hora que sai direto da câmera. Segundo porque a câmera do Impossible Project funciona com um aplicativo que permite controlar os ajustes manuais direto do smartphone.

Foto: Cnet
Foto: Cnet

O site The Verge diz que o design arrojado e as funções engenhosas não traem as raízes da Polaroid. A raiz vem do Impossible Project.

How does the Impossible I-1 ring flash work

Diferenciada no design, o modelo traz um anel com iluminação para ajudar em retratos e nas selfies (e as luzes acesas indicam quantas fotos restam no filme). Anunciada em abril passado, a câmera só vem recebendo boas críticas, e olha que não são só avaliações de sites e blogs de tecnologia e fotografia. Todos sugerem uma bela junção de três coisas: fotografia analógica, conectividade com smartphone e o respeito ao legado da Polaroid.

maxresdefault

Essa última parte do legado não é só porque a Impossible I-1 usa filme 600 da Polaroid (filme ressucitado pela Impossible Project), mas sim pela quantidade de recurso fotográficos que ela oferece. Tudo controlado no iPhone. Lembrei do case da Instax Share e do belo trabalho que a Fujifilm vem fazendo na mesma direção.

O alvo da câmera é o fotógrafo (entusiasta e principalmente o profissional). O design da câmera surpreende e, segundo os testes, a ergonomia agrada. Preta, pequena, leve e bonita de uma forma exótica. O visor é engenhoso e para ligar é simples. Fiquei com vontade de segurar, testar.

The Impossible I-1 App

A conectividade é um dos diferenciais. Basta sincronizar com o smartphone (por enquanto só iPhone) para mexer mexer nos controles manuais do próprio app. Dá para ajustar a abertura (f10 até f64) e tempo de exposição de até 30 segundos. Muitas outras funções fotográficas também estão disponíveis.

img.i-one.sample.13b
Lightpainting feito com a câmera

Dá para usar o smartphone de disparador. Com efeitos de dupla exposição, longa exposição e light painting. Qual o nome devemos dar para esse tipo de fotografia? Afinal, o I-1 mescla uma câmera instantânea, iPhone e um app. Eu não sei a resposta certeira… mas o resultado final é fotografia.

impossible-1_2

Pertinente falar deste assunto depois de ter assistido algumas das palestras do Flamob Talks. Em uma delas, Clicio Barroso falou da influência e das misturas de tecnologia seja com DSLR ou iPhone e toda o universo envolvido nisso (apps, programas, etc). Ao final (da sempre ótima) apresentação, Clicio lançou uma provocação sobre o tema: porque mObgrafia? Não é tudo fotografia?

Cadu Lemos e Ricardo Rojas disseram que a mObgrafia é aquela feita na hora, editada e compartilhada em dispositivos móveis. Discussões à parte, vejo a mObgraphia como um movimento legal. E vejo ela dentro da fotografia (ou vice-versa). Talvez a discussão pudesse ir para os números. Dentro do Instagram a hashtag fotografia traz quase 6.5 milhões de menções. Mobgraphia conta com 93423 (mais 25 mil considerando mobgrafia e mobgrafiabrasil). Tudo fica pequeno quando olhamos para #instagram que conta com quase 79 milhões de tags e deixa #fotografia comendo poeira. #Iphoneography 7 milhões e #photography 24 milhões.

Adivinha qual é o grande vencedor? #selfie com 259 milhões de menções e crescendo alucinadamente. Ainda bem que é tudo fotografia.

 

 

Notícias relacionadas