A fotografia chinesa está bombando

Matéria recente da BBC Capital mostra como os negócios de fotografia souberam se adaptar a nova realidade do mercado. A resposta está na venda de experiências

por Revista FHOX Publicado há 2 semanas atrás | por Leo Saldanha
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Acredite. Isso é um estúdio

Na última semana encontrei uma matéria fascinante e atual sobre o mercado chinês de fotografia. Mas primeiro é bom relembrar que se trata de um ambiente extremamente competitivo. Na China são mais 8 milhões de casamentos por ano e 1 milhão de fotógrafos. A reportagem indica que, como tudo por lá, a fotografia também está bombando. A segunda maior economia do mundo apresenta novos conceitos de negócios no ramo fotográfico. Sobretudo na operação de retratos.

Set de um estúdio chinês. Cenários, animais e efeitos para fotos de impacto
Set de um mega estúdio chinês. Cenários, animais e efeitos para fotos de impacto. Clientes comprando experiências ficam de 5 a 10 horas durante as sessões de foto

A matéria da BBC Capital mostra na prática a nova realidade dos mega estúdios de retratos. Voltados para wedding ou família e com novo enfoque em valor e experiência. Não só fazem casamentos, como também vendem até retratos para documentos que podem ser usados nas redes sociais. Detalhe: cada retrato moderninho custa 30 dólares. As novas operações de estúdio e loja de foto chinesas oferecem uma proposta moderna. Veja que os locais apresentados na reportagem nem se parecem com os estúdios de retrato e as lojas de foto que conhecemos por aí. Nos estúdios chineses a onda é a venda sessões muito antes do casamento acontecer. Com ensaios que podem durar de 5 a 10 horas. Os sets são cenários gigantescos. O casal posa junto ou separado e várias sessões ocorrem ao mesmo tempo.

O conceito aplicado pelos chineses nem é inovador. Na verdade envolve um tripé que é bem conhecido por aqui: maquiagem e estética, sessão fotográfica e depois tratamento. A diferença é que os chineses elevaram essa trinca para outro nível. Primeiro as clientes passam por verdadeiros salões de beleza dentro dos estúdios, depois vão para o ensaio experiência em cenários e na sequência vem o tratamento das fotos com a equipe de design. Sem esquecer que essas lojas-estúdio também vendem impressão. Na China existem grandes redes de estúdio (uma delas tem mais de 200 pontos espalhados pelo país) que também trabalham com revelação.

O formato da loja-estúdio existe no Brasil. Por lá, o negócio passou por uma reformulação. Algo que puxa toda a indústria fotográfica pois envolve compra de câmeras, acessórios, softwares, emprego, cursos, equipamentos e impressão fotográfica. Vale destacar que as sessões temáticas clássicas com vestimentas tradicionais continuam acontecendo. Mas é o novo estilo, mais moderno que ganha força. A

gerente de um dos estúdios comenta na reportagem da BBC Capital que a estética mudou e que o negócio de fotografia na China soube acompanhar essas transformações. Os chineses querem se ver bonitos nas fotos e a vaidade mostra-se um mercado crescente. No Brasil o número de estúdios cresceu muito nos últimos anos. Daí veio a crise e tivemos fechamentos de estúdios de rua. Ainda assim, segue um mercado com potencial.

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Fiquei me perguntando se existe um caminho de renovação parecido com o que ocorreu com a China para os estúdios de retrato brasileiros (qual é a sua opinião?).

Aproveite para assistir ao vídeo com a matéria completa sobre o mercado de retratos na China clicando nesse link: Estúdios chineses – BBC Capital.

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